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Da pré-escola ao 5º ano
Temas de matemática
Todos os temas da matemática da pré-escola ao 5º ano, explicados para as famílias que ajudam em casa e para os professores que trabalham com eles em sala de aula. Cada guia mostra o que a criança aprende em cada ano e as ideias principais, com desenhos e exemplos com números de verdade, e traz os erros mais comuns, jogos rápidos para fazer em casa e atividades grátis com gabarito. Se aparecer uma palavra desconhecida, o glossário explica.
Todos os temas
Como a BNCC organiza esses temas
Quem conversa com a professora ou dá uma olhada no planejamento da escola logo encontra a sigla BNCC. A Base Nacional Comum Curricular vale para todas as escolas do país, públicas e particulares, e não organiza a matemática em temas soltos: ela agrupa as habilidades de cada ano em cinco unidades temáticas. Nossos doze guias se encaixam nelas assim:
- Números: números e valor posicional, adição e subtração, multiplicação e divisão, frações, números decimais e porcentagem e o cálculo mental, que aparece em muitas habilidades da BNCC.
- Álgebra: álgebra e proporcionalidade. Muitos pais se espantam ao ver “álgebra” já no 1º ano, mas ali ela não tem letras: no começo, é descobrir o que vem depois em 2, 4, 6, 8; no 3º ano, entender que o sinal de igual quer dizer “vale o mesmo que” (3 + 5 = 4 + 4); no 4º, achar o número que falta em 8 + ___ = 15. A proporcionalidade direta, como dobrar uma receita de brigadeiro, chega no 5º ano.
- Geometria: geometria e figuras, com as formas geométricas, a posição, os trajetos, os mapas e, no 5º ano, o plano cartesiano.
- Grandezas e medidas: medidas, ver as horas (o tempo também é uma grandeza) e dinheiro: é aqui que a BNCC coloca o sistema monetário brasileiro, de reconhecer moedas e cédulas no 1º ano ao troco e ao desconto no 4º.
- Probabilidade e estatística: gráficos e tabelas, as pesquisas feitas com a turma e as chances de algo acontecer, do “com certeza” e do “é impossível” no 1º ano até a probabilidade de um resultado no 5º.
Em todas as unidades, o objetivo da BNCC é o que ela chama de letramento matemático: não basta fazer a conta, é preciso entender o que o problema pede, escolher um caminho e explicar como pensou. As crianças também elaboram os próprios problemas, e não só resolvem os do livro (para os professores, falamos disso em raciocínio e resolução de problemas).
A BNCC define as habilidades ano a ano. A partir dela, cada estado e cada município escreve o seu currículo, e cada escola distribui os conteúdos no planejamento e no livro didático. Por isso seu filho pode ver um assunto um pouco antes ou um pouco depois do que contam nossos guias: depende da rede e da escola. Se quiser entender como as aulas costumam ser hoje, veja como a matemática é ensinada.
Por onde começar, ano a ano
Quase todos os temas atravessam os anos iniciais de ponta a ponta, mas alguns pesam mais em certas fases. Se você não sabe por onde começar, estes são bons pontos de partida. O cálculo mental acompanha todos eles, em todos os anos. Para ver tudo o que se trabalha em cada ano, visite a seção de anos escolares.
| Ano | Temas para começar |
|---|---|
| Pré-escola 4 e 5 anos | Números (contar objetos, relacionar cada número à sua quantidade e começar a reconhecer os numerais), adição e subtração (juntar e tirar com objetos de verdade), geometria e figuras (as formas básicas e palavras como dentro, fora, em cima e embaixo) e medidas (quem é mais alto, o que pesa mais). A pré-escola é obrigatória desde os 4 anos, mas não tem nota nem prova: tudo acontece nas interações e brincadeiras. |
| 1º e 2º ano 6 a 8 anos | Nestes dois anos a grande prioridade é a alfabetização, e a matemática caminha junto. Números e valor posicional (até 100 no 1º ano, com dezenas e unidades, e até 1.000 no 2º, já com as centenas), adição e subtração (os fatos básicos e os pares que formam 10), dinheiro (moedas e cédulas), ver as horas (o calendário no 1º ano e o relógio digital no 2º) e gráficos e tabelas. No 2º ano começa a multiplicação por 2, 3, 4 e 5, como adição de parcelas iguais, junto com o dobro, a metade, o triplo e a terça parte. |
| 3º e 4º ano 8 a 10 anos | Multiplicação e divisão (a tabuada costuma ser completada entre o 3º e o 4º ano; a divisão começa com divisores até 10, com e sem resto, e muitas escolas ensinam a divisão na chave), adição e subtração (em muitas escolas, é nesta fase que a conta armada com “vai um” e “empresta um” fica firme), números até 9.999 no 3º ano e até 99.999 no 4º, frações (a metade, a terça, a quarta, a quinta e a décima parte; no 4º ano, ½, ⅓, ¼, ⅕, ⅒ e ¹⁄₁₀₀ na reta numérica), ver as horas no relógio de ponteiros e no digital, e medidas (no 4º ano, perímetro, área na malha quadriculada e temperatura em graus Celsius). No 4º ano chegam os primeiros números decimais, os décimos e centésimos, sempre ligados ao dinheiro. |
| 5º ano 10 a 11 anos | Frações (frações equivalentes, comparar frações e frações maiores que um inteiro), números decimais e porcentagem (10%, 25%, 50%, 75% e 100%, ligados à décima parte, à quarta parte, à metade, aos três quartos e ao inteiro), álgebra e proporcionalidade (o número desconhecido numa igualdade e a proporcionalidade direta, como preço e quantidade ou receitas), gráficos e tabelas (gráficos de linhas e a probabilidade) e medidas (conversões de unidades e volume com cubinhos empilhados). A cada dois anos, o Saeb, a avaliação nacional, passa pelas turmas de 5º ano: ele avalia o ensino, e não dá nota para a criança. Somar frações com denominadores diferentes fica para o 6º ano, quando começam os anos finais. |
Se seu filho empacar em um tema, muitas vezes vale mais a pena voltar um passo do que insistir. Uma dificuldade com frações pode vir da tabuada, e uma dificuldade com a conta de menos com “empresta um” pode vir do valor posicional. Em cada guia, a tabela ano a ano mostra o que vem antes.
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