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De A a Z
Glossário de matemática
A matemática da escola tem um vocabulário próprio. Algumas palavras são velhas conhecidas (o “vai um”, a tabuada, a conta de dividir na chave) e outras talvez você nunca tenha ouvido quando estava na escola, como fatos básicos, quadro de ordens, reta numérica ou letramento matemático. Este glossário explica as palavras que seu filho ou sua filha vai encontrar da pré-escola ao 5º ano, cada uma com um exemplo para vocês experimentarem juntos.
Entre parênteses está o ano em que a maioria das crianças encontra a palavra pela primeira vez. Seguimos a BNCC (Base Nacional Comum Curricular), que define o que se aprende em cada ano; quando ela não diz, indicamos o que é mais comum nos livros didáticos. Como cada rede monta o seu currículo e cada escola faz o seu planejamento, a palavra pode aparecer um pouco antes ou um pouco depois na turma do seu filho. Para ver tudo o que se trabalha em cada ano, veja os anos escolares.
A B C D E F G H I J L M N O P Q R S T U V Z
A
- Ábaco
- Uma base com varetas onde se encaixam argolas ou bolinhas, para representar números. No ábaco usado em sala, cada vareta é uma ordem: unidades, dezenas, centenas… Exemplo: para mostrar 243, colocam-se 2 argolas na vareta das centenas, 4 na das dezenas e 3 na das unidades. (Do 1º ao 3º ano, em muitas escolas.) Mais sobre números e valor posicional.
- Adição
- Juntar quantidades, ou acrescentar uma quantidade a outra, para saber quanto dá ao todo. Usa o sinal +, que se lê “mais”. Os números que se somam são as parcelas, e o resultado é a soma ou total. Exemplo: 4 bananas e mais 3 bananas são 7 bananas: 4 + 3 = 7. (Juntar e acrescentar com objetos, pré-escola; o sinal +, 1º ano.) Mais sobre adição e subtração.
- Algarismo
- Cada um dos dez símbolos com que escrevemos todos os números: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9. Na escola, a professora separa “algarismo” de “número”, assim como se separam as letras das palavras. Exemplo: 507 é um número de três algarismos: o 5, o 0 e o 7. Em 3.482, o algarismo 4 está na ordem das centenas. (O traçado dos numerais começa na pré-escola; a palavra “algarismo” costuma chegar no 1º ano.)
- Algarismos romanos
- O sistema dos antigos romanos, que usa letras: I = 1, V = 5, X = 10, L = 50, C = 100, D = 500 e M = 1.000. Letras iguais ou menores escritas à direita se somam; já I antes de V ou X, X antes de L ou C, e C antes de D ou M se subtraem. Exemplo: IX = 9, XIV = 14, o século XXI é o século 21 e MMXXVI = 2026. (Não estão na BNCC dos anos iniciais, mas muitos livros trazem, por exemplo para os séculos e para os relógios com algarismos romanos.)
- Álgebra
- Uma das cinco unidades temáticas da BNCC, presente desde o 1º ano, o que surpreende muita gente. Nos anos iniciais, álgebra não tem letras: é perceber padrões e regularidades, completar sequências, entender o sinal de igual e descobrir o número que falta. As letras chegam nos anos finais. Exemplo: em 2, 5, 8, 11…, a regra é “somar 3”, então o próximo número é 14. E em 9 + □ = 15, o número que falta é 6. (Padrões, 1º ano; o número desconhecido numa igualdade, 4º ano.) Mais sobre álgebra e proporcionalidade.
- Algoritmo
- Uma sequência de passos feitos sempre na mesma ordem. Na aula de matemática, “o algoritmo” (ou algoritmo convencional, usual) é o jeito de fazer a conta por escrito, a conta armada. As instruções dadas a um robô ou num programa de computador também são algoritmos. Exemplo: o algoritmo da adição começa pelas unidades, segue pelas dezenas e depois pelas centenas, da direita para a esquerda. (A BNCC pede primeiro estratégias pessoais e cálculo mental, e fala em algoritmos de forma explícita no 4º ano; muitas escolas começam a conta armada no 2º ou 3º ano.)
- Amigos do 10
- O nome que alguns materiais dão aos pares que formam 10: 1 e 9, 2 e 8, 3 e 7, 4 e 6, 5 e 5. Outros livros falam em “complemento de 10”. Exemplo: 7 e 3 são amigos do 10, porque 7 + 3 = 10. (1º ano.) Os pares que formam 10 e 20.
- Ângulo
- A abertura entre duas linhas que se encontram num ponto, o vértice. O que conta é quanto as linhas estão abertas, e não o comprimento delas. Os ângulos se medem em graus (°). Exemplo: cada canto de uma folha de caderno é um ângulo de 90°, um ângulo reto. (Ângulos retos e não retos, 4º ano; medidos em graus, com o transferidor, anos finais.) Mais sobre geometria e figuras.
- Ângulo reto, agudo e obtuso
- Os nomes dos ângulos conforme o tamanho. O reto mede 90°, como o canto de um livro, e é marcado com um quadradinho. O agudo é menor que o reto (menos de 90°). O obtuso é maior que o reto e menor que meia-volta (entre 90° e 180°). Exemplo: os ponteiros do relógio formam um ângulo agudo à uma hora (30°), reto às três (90°) e obtuso às quatro (120°). (Reto e não reto, 4º ano, com dobraduras ou com o esquadro; os nomes agudo e obtuso costumam aparecer no 5º ano.)
- Anos iniciais
- Os cinco primeiros anos do Ensino Fundamental, do 1º ao 5º ano, para crianças de 6 a 11 anos. Muita gente ainda diz “Fundamental I”; o 6º ao 9º ano são os anos finais, o antigo “Fundamental II”. Nos anos iniciais, uma professora ou um professor dá quase todas as matérias. Exemplo: uma criança que fez 6 anos até 31 de março entra no 1º ano naquele ano. (Antes deles vem a pré-escola, obrigatória a partir dos 4 anos.) Os anos escolares.
- Antecessor e sucessor
- O antecessor é o número que vem logo antes, e o sucessor, o que vem logo depois. Na escola também se fala nos “vizinhos” de um número. Exemplo: o antecessor de 40 é 39 e o sucessor é 41. O sucessor de 99 é 100. (Na pré-escola, as ideias de “antes”, “depois” e “entre”; os nomes, 1º ano.)
- Área
- A medida da superfície que uma figura plana ocupa: quantos quadradinhos cabem dentro dela. Exemplo: num retângulo de 5 cm de comprimento e 3 cm de largura cabem 3 fileiras de 5 quadradinhos de 1 cm de lado, então a área é 5 × 3 = 15 cm² (quinze centímetros quadrados). (Comparar áreas sobrepondo figuras, 3º ano; contar quadradinhos e meios quadradinhos na malha quadriculada, 4º ano; figuras com o mesmo perímetro e áreas diferentes, 5º ano.) Mais sobre medidas.
- Aresta
- A linha onde duas faces de um sólido geométrico se encontram. Exemplo: um cubo tem 12 arestas: 4 em cima, 4 embaixo e 4 nas laterais. (Costuma aparecer entre o 3º e o 5º ano, ao descrever os sólidos e suas planificações.)
- Arredondar
- Trocar um número por outro próximo e mais “redondo”, em geral a dezena, a centena ou o milhar mais próximo. Se o algarismo que decide é 5 ou mais, arredonda-se para cima. Exemplo: 47 arredondado para a dezena é 50, 1.250 arredondado para a centena é 1.300, e 3,6 arredondado para o inteiro é 4. (Para estimar resultados, costuma aparecer no 3º ou 4º ano; com números decimais, 5º ano.)
B
- Bilhão
- Um 1 seguido de nove zeros, 1.000.000.000: o mesmo que mil vezes um milhão. Exemplo: o Brasil tem um pouco mais de 200 milhões de habitantes, e 1 bilhão é cinco vezes 200 milhões. (Aparece muito nas notícias, mas na escola fica para os anos finais: nos anos iniciais, a BNCC vai até as centenas de milhar.)
- Bloco retangular
- O nome que a BNCC usa para o sólido com 6 faces retangulares (algumas podem ser quadradas), 12 arestas e 8 vértices. Também se chama paralelepípedo. Exemplo: uma caixa de sapato, uma caixa de leite ou um tijolo. (Em objetos do dia a dia, 1º ano.) Mais sobre geometria e figuras.
- BNCC
- A Base Nacional Comum Curricular, de 2017: o documento que diz o que todos os alunos do país devem aprender, ano a ano, em escolas públicas e particulares. Em matemática, ela se organiza em cinco unidades temáticas: Números, Álgebra, Geometria, Grandezas e medidas, e Probabilidade e estatística. Cada estado ou município escreve o seu currículo em cima dela. Cada habilidade tem um código. Exemplo: EF03MA07 quer dizer Ensino Fundamental, 3º ano, Matemática, habilidade 7, a que trata da multiplicação por 2, 3, 4, 5 e 10. (Vale para toda a educação básica, da creche ao Ensino Médio.) Site oficial da BNCC.
Use em casa as mesmas palavras e o mesmo jeito de armar a conta que a escola usa. Se você aprendeu a subtrair de outro modo, ou não sabe como a professora ensina o “empresta um”, peça para seu filho mostrar um exemplo do caderno. Ele vai gostar de ser o professor, e você não corre o risco de ensinar sem querer “o outro jeito” e confundir a cabeça dele.
C
- Cálculo mental
- Fazer contas de cabeça, às vezes com uma anotação rápida, usando o que já se sabe e algumas estratégias. Exemplo: para 99 + 47, faça 100 + 47 = 147; como somou 1 a mais, tire 1: 146. (Todos os anos; a BNCC fala em cálculo mental desde os primeiros anos.) Mais sobre cálculo mental, ou experimente estas estratégias de cálculo mental.
- Calendário
- A tabela dos dias, das semanas e dos meses do ano. Nos calendários brasileiros, a semana costuma começar no domingo. Exemplo: se hoje é dia 5 e o aniversário da Laura é dia 19 do mesmo mês, faltam 19 − 5 = 14 dias, ou seja, duas semanas. (A rotina do calendário, pré-escola; dias da semana, meses e datas, 1º ano; contar o intervalo entre duas datas, 2º ano.) Mais sobre ver as horas.
- Capacidade
- O quanto cabe num recipiente. Mede-se em litros e mililitros. Exemplo: um balde pode ter capacidade de 10 litros mesmo que agora só tenha 3 litros de água. (Comparar “cabe mais” e “cabe menos”, 1º ano; o litro e o mililitro, 2º ano.) Mais sobre medidas.
- Cédula
- O dinheiro de papel, que muita gente chama de nota. As cédulas do real são de R$ 2, R$ 5, R$ 10, R$ 20, R$ 50, R$ 100 e R$ 200, e cada uma tem um animal brasileiro: tartaruga-marinha, garça, arara, mico-leão-dourado, onça-pintada, garoupa e lobo-guará. Exemplo: uma cédula de R$ 20 vale o mesmo que duas de R$ 10 ou quatro de R$ 5. (Reconhecer as cédulas, 1º ano; trocas e equivalências, 2º ano.) Mais sobre dinheiro.
- Centavo
- A centésima parte do real: 100 centavos fazem R$ 1. As moedas são de 5, 10, 25 e 50 centavos, além da de R$ 1 (a de 1 centavo quase não se vê mais). Exemplo: R$ 1,45 são 1 real e 45 centavos, e dá para pagar com uma moeda de R$ 1, uma de 25 centavos e duas de 10. (As moedas, 1º ano; os centavos como centésimos do real, 4º ano.) Mais sobre dinheiro.
- Centena (C)
- Um grupo de 100 unidades, que é o mesmo que 10 dezenas. É a terceira ordem de um número, contando da direita. Exemplo: em 352 há 3 centenas, 5 dezenas e 2 unidades. No material dourado, a centena é a placa. (2º ano.)
- Centésimo
- Cada uma das 100 partes iguais em que se divide o inteiro. Escreve-se 0,01 ou ¹⁄₁₀₀, e é o segundo algarismo depois da vírgula. Exemplo: 1 centavo é um centésimo do real, e 0,07 são 7 centésimos. (4º ano, ligado ao dinheiro.) Mais sobre números decimais e porcentagem.
- Centímetro (cm)
- Unidade de comprimento: 100 centímetros fazem 1 metro, e 1 centímetro tem 10 milímetros. Exemplo: uma unha tem mais ou menos 1 cm de largura, e a régua escolar costuma ter 30 cm. (2º ano.)
- Chave (divisão na)
- O jeito brasileiro de armar a conta de dividir: o dividendo à esquerda, o divisor dentro da “chave” (um canto formado por uma linha em pé e uma linha embaixo do divisor), o quociente embaixo do divisor e as subtrações embaixo do dividendo. Primeiro se aprende o processo longo, com as subtrações escritas; depois o processo breve, em que só se anota o que sobra. Exemplo: para 857 ÷ 4: “8 dividido por 4 dá 2; 2 vezes 4, 8; para 8, zero. Baixo o 5: 5 dividido por 4 dá 1; sobra 1. Baixo o 7: 17 dividido por 4 dá 4; 4 vezes 4, 16; sobra 1.” O quociente é 214 e o resto é 1. (A divisão por números até 10 é do 3º ano, e muitas escolas ensinam a chave nesse ano ou no 4º; com divisor de até dois algarismos, 4º ano.) Mais sobre multiplicação e divisão.
- Cilindro
- Sólido com duas faces planas em forma de círculo, ligadas por uma superfície curva. Exemplo: uma lata de milho ou um rolo de papel-toalha. (Em objetos do dia a dia, 1º ano.)
- Círculo e circunferência
- Em casa dizemos “círculo” para tudo, mas na matemática são duas coisas: a circunferência é a linha curva da borda, com todos os pontos à mesma distância do centro, e o círculo é a região que fica dentro dela. A circunferência é o aro; o círculo, a pizza inteira. A distância do centro até a borda é o raio, e o diâmetro, que atravessa de um lado a outro passando pelo centro, mede o dobro do raio. Exemplo: uma circunferência com raio de 4 cm tem diâmetro de 8 cm. (O círculo como figura plana, 1º ano; circunferência, raio e diâmetro costumam ficar para o fim dos anos iniciais ou para os anos finais.) Mais sobre geometria e figuras.
- Classificar
- Separar objetos ou figuras em grupos pelo que têm de parecido e de diferente: cor, forma, tamanho, número de lados. Exemplo: separar uma caixa de tampinhas primeiro por cor, depois por tamanho, e contar quantas há em cada grupo. (Pré-escola; por atributos, 1º ano.)
- Cone
- Sólido com uma base em forma de círculo e uma superfície curva que termina num bico, o vértice. Exemplo: uma casquinha de sorvete ou um chapeuzinho de aniversário. (Em objetos do dia a dia, 1º ano.)
- Conta armada
- A conta feita por escrito, com um número embaixo do outro; as crianças dizem “armar a conta”. A regra de ouro é unidade embaixo de unidade, dezena embaixo de dezena, e por isso a conta costuma ser feita no caderno quadriculado, um algarismo em cada quadradinho. Exemplo: para somar 347 e 85, o 5 fica embaixo do 7 e o 8 fica embaixo do 4. (Costuma começar no 2º ou 3º ano, depois das estratégias pessoais e do cálculo mental.) Como a matemática é ensinada hoje.
- Contagem com risquinhos
- Um jeito de contar com tracinhos: cada coisa contada ganha um risquinho, e o quinto risquinho corta os quatro anteriores, formando um grupo de 5. Exemplo: dois grupos de 5 e mais 3 risquinhos são 13. (Nas primeiras pesquisas da turma, 1º e 2º ano.) Mais sobre gráficos e tabelas.
- Coordenadas
- Um par de números entre parênteses que dá a posição de um ponto numa malha ou no plano cartesiano: primeiro quanto se anda na horizontal, depois quanto se sobe. Exemplo: o ponto (3, 5) fica 3 quadradinhos para a direita e 5 para cima. É a mesma ideia do jogo de batalha naval. (5º ano: primeiro em malhas e mapas, depois no plano cartesiano.) Mais sobre geometria e figuras.
- Correspondência um a um
- Ao contar, dar um número, e só um, a cada objeto, sem pular nenhum e sem contar nenhum duas vezes. É a base de toda contagem. Exemplo: apontar cada carrinho dizendo “um, dois, três, quatro…” e saber que o último número dito é quantos carrinhos há. (Pré-escola.) Mais sobre números e valor posicional.
- Croqui
- Um desenho simples de um lugar ou de um caminho, sem medidas exatas, com os pontos de referência. Exemplo: desenhar o caminho de casa até a escola, marcando a padaria, a praça e onde é preciso virar à direita ou à esquerda. (Trajetos e plantas simples, 2º ano; croquis e maquetes, 3º ano.)
- Cubo
- Sólido com 6 faces quadradas iguais, 12 arestas e 8 vértices. Exemplo: um dado. No material dourado, o cubo grande vale 1.000. (2º ano.)
D
- Dados
- Informações coletadas para contar, organizar e tirar conclusões, quase sempre em forma de números. Nos problemas, “os dados” também são as informações que o enunciado dá. Exemplo: a fruta preferida de cada criança da turma. (Pesquisas na turma, desde o 1º ano.) Mais sobre gráficos e tabelas.
- Décimo
- Cada uma das 10 partes iguais em que se divide o inteiro. Escreve-se 0,1 ou ⅒, e é o primeiro algarismo depois da vírgula. Exemplo: 10 centavos são um décimo do real (R$ 0,10), e 0,3 são 3 décimos. (4º ano, ligado ao dinheiro.) Mais sobre números decimais e porcentagem.
- Decomposição
- Separar um número em partes para trabalhar melhor com ele, quase sempre pelo valor de cada algarismo. Exemplo: 347 = 300 + 40 + 7, ou seja, 3 C + 4 D + 7 U. Também vale 300 + 30 + 17. (Compor e decompor números de dois algarismos com material, 1º ano; de três ordens, 2º ano.) Mais sobre números e valor posicional.
- Denominador
- O número de baixo de uma fração. Diz em quantas partes iguais o inteiro foi dividido e dá nome à fração: meios, terços, quartos… Exemplo: em ¾ o denominador é 4: o inteiro foi dividido em 4 partes iguais. (Costuma aparecer no 3º ou 4º ano, quando as frações passam a ser escritas com números.) Mais sobre frações.
- Desconto
- O valor que se tira do preço de alguma coisa. Exemplo: um tênis de R$ 120 com R$ 15 de desconto sai por R$ 105, porque 120 − 15 = 105. (Troco e desconto, 4º ano; descontos em porcentagem, 5º ano.) Mais sobre dinheiro.
- Dezena (D)
- Um grupo de 10 unidades. É a segunda ordem de um número, contando da direita. Exemplo: 46 são 4 dezenas e 6 unidades, e 10 dezenas formam uma centena. No material dourado, a dezena é a barra. (1º ano.)
- Diferença
- O resultado de uma subtração (os livros também dizem “resto”). É quanto um tem a mais que o outro, e pode ser encontrada subtraindo ou contando para frente a partir do menor. Exemplo: a diferença entre 12 e 9 é 3: 12 − 9 = 3, ou “de 9 para 12 faltam 3”. (Nas subtrações, desde o 1º ano; a ideia de comparar, com destaque no 3º ano.)
- Dividendo
- O número que está sendo dividido. Exemplo: em 20 ÷ 4 = 5, o dividendo é 20, o divisor é 4 e o quociente é 5. (Com a divisão na chave, 3º ou 4º ano.)
- Divisão
- Repartir uma quantidade em partes iguais, ou descobrir quantos grupos iguais dá para formar. Numa linha, usa o sinal ÷, que se lê “dividido por”; por escrito, faz-se na chave. A divisão é exata quando o resto é zero e não exata quando sobra alguma coisa. Exemplo: 12 ÷ 3 = 4: repartindo 12 balas entre 3 crianças, cada uma fica com 4; e fazendo saquinhos de 3 balas, enchem-se 4 saquinhos. (Repartir em brincadeiras, pré-escola; metade e terça parte, 2º ano; divisão por números até 10, com e sem resto, 3º ano; divisor de até dois algarismos, 4º ano.) Mais sobre multiplicação e divisão.
- Divisor
- Tem dois sentidos. Numa divisão, é o número pelo qual se divide: em 20 ÷ 4 = 5, o divisor é 4. E os divisores de um número são os que o dividem exatamente, sem sobrar nada. Exemplo: os divisores de 12 são 1, 2, 3, 4, 6 e 12. (Como termo da divisão, 3º ou 4º ano; os divisores de um número, 6º ano na BNCC, embora alguns livros já tragam no 5º.)
- Dobro
- Duas vezes uma quantidade, o mesmo que multiplicar por 2. O contrário é a metade. Exemplo: o dobro de 7 é 14, e o dobro de R$ 15 é R$ 30. (Na BNCC, “dobro, metade, triplo e terça parte” são do 2º ano.) Mais sobre cálculo mental.
- Dúzia
- Um grupo de 12. Meia dúzia são 6. Exemplo: na feira, uma dúzia de bananas são 12 bananas, e duas dúzias de ovos são 24 ovos. (Não é um conteúdo da BNCC, mas aparece muito em problemas desde o 2º ano.)
E
- Educação financeira
- Aprender a lidar com dinheiro: poupar, comparar preços, planejar uma compra e consumir com consciência. A BNCC pede que esses temas apareçam nos problemas. Exemplo: o Ravi ganha R$ 10 de mesada por semana e quer um jogo de R$ 45. Em 4 semanas terá R$ 40, que ainda não dá; em 5 semanas terá R$ 50, compra o jogo e sobram R$ 5 no cofrinho. (Consumo consciente, troco e desconto, 4º ano; porcentagens, 5º ano.) Mais sobre dinheiro.
- Eixo (de um gráfico)
- Cada uma das duas linhas retas de um gráfico, a horizontal embaixo e a vertical do lado, com os nomes ou a escala. No plano cartesiano, lê-se primeiro o eixo horizontal. Exemplo: num gráfico de colunas das frutas preferidas, o eixo horizontal mostra as frutas e o vertical conta as crianças. (Gráficos de colunas, 1º e 2º ano; plano cartesiano, 5º ano. Para o eixo de uma figura, veja simetria.)
- Em ponto, e quinze, e meia, quinze para…
- As expressões para ler as horas no relógio de ponteiros. Em ponto, o ponteiro grande (dos minutos) aponta para o 12; nas horas e quinze, para o 3; nas horas e meia, para o 6; e quando faltam quinze minutos para a hora seguinte (o “quinze para…”), para o 9. Exemplo: 3:00 são três horas (três em ponto), 3:15 são três e quinze, 3:30 são três e meia e 3:45 são quinze para as quatro (ou três e quarenta e cinco). Às 12:00 é meio-dia, e às 12:30, meio-dia e meia. Repare: “é uma hora”, mas “são duas horas”. (Horas exatas, em geral no 1º ano; meia hora no relógio de ponteiros, 2º ano; relógio de ponteiros e digital, 3º ano.) Mais sobre ver as horas.
- Empresta um
- O que se diz na conta armada de subtração quando o algarismo de cima é menor que o de baixo: a criança “pede emprestado” 1 da coluna da esquerda. Na verdade nada é devolvido: uma dezena é desmanchada em 10 unidades, como trocar uma barra do material dourado por 10 cubinhos. Por isso os livros falam em subtração com recurso ou com reagrupamento. Exemplo: em 52 − 27, 2 menos 7 não dá: pego emprestado 1 dezena do 5, que vira 4, e o 2 vira 12. 12 − 7 = 5 e 4 − 2 = 2, então o resultado é 25. (Costuma começar no 2º ou 3º ano.) Mais sobre adição e subtração.
- Esfera
- Sólido perfeitamente redondo, como uma bola. Tem uma única superfície curva e não tem arestas nem vértices. Exemplo: uma bola de futebol ou uma bolinha de gude. (Em objetos do dia a dia, 1º ano.)
- Esquadro
- Uma régua em forma de triângulo com um ângulo reto, para traçar retas paralelas e perpendiculares e conferir se um ângulo é reto. Exemplo: encostando o canto reto do esquadro no canto de uma janela, dá para ver se ele é um ângulo reto. (4º ano.)
- Estimar
- Calcular de forma aproximada, quase sempre arredondando, para ter uma ideia do resultado e conferir se a conta faz sentido. Exemplo: 298 + 405 dá mais ou menos 300 + 400 = 700, então 703 parece um bom resultado e 603, não. (Estimar quantidades de objetos, 1º ano; estimar o resultado de uma conta, com destaque no 4º ano.)
F
- Face
- Cada uma das superfícies planas de um sólido geométrico. Exemplo: um cubo tem 6 faces, todas quadradas, como um dado. Um cilindro tem 2 faces planas, que são círculos, e uma superfície curva. (Costuma aparecer entre o 3º e o 5º ano, ao descrever os sólidos.)
- Fator
- Cada um dos números que se multiplicam. Exemplo: em 6 × 7 = 42, os fatores são 6 e 7, e 42 é o produto. (Os nomes costumam aparecer no 3º ou 4º ano.)
- Fatos básicos
- A expressão da BNCC para as continhas que a criança deve saber de cor, sem precisar contar: na adição, as somas de dois números de um algarismo e as subtrações que vêm delas; na multiplicação, a tabuada. Os pares que formam 10 fazem parte deles. Exemplo: 7 + 3 = 10, 8 + 6 = 14 e 14 − 6 = 8 são fatos básicos da adição e da subtração; 6 × 7 = 42 é um fato básico da multiplicação. (Adição, 1º ano; adição e subtração, 2º ano; adição e multiplicação, 3º ano.) Os pares que formam 10 e 20.
- Figura plana
- Uma figura com comprimento e largura, mas sem espessura, como as que se desenham no papel. As que têm só lados retos são polígonos. Exemplo: o círculo, o quadrado, o retângulo e o triângulo. (Nas brincadeiras, pré-escola; com os nomes, 1º ano.) Mais sobre geometria e figuras.
- Fração
- Uma parte de um inteiro dividido em partes iguais. Escreve-se com dois números: o numerador em cima e o denominador embaixo. Lê-se um meio, um terço, um quarto, um quinto, um sexto, um sétimo, um oitavo, um nono, um décimo, e a partir do 11 com “avos”: um onze avos, cinco doze avos. Exemplo: uma pizza cortada em 8 pedaços iguais: cada pedaço é ⅛ (um oitavo) da pizza, e 3 pedaços são ⅜ (três oitavos). (Metade e terça parte, 2º ano; da metade à décima parte, 3º ano; frações unitárias escritas, 4º ano; frações maiores que 1, 5º ano.) Mais sobre frações.
- Fração própria e imprópria
- Uma fração é própria quando o numerador é menor que o denominador, e por isso vale menos que um inteiro. É imprópria quando o numerador é igual ou maior, e por isso vale um inteiro ou mais; pode ser escrita como número misto. Exemplo: ¾ é própria; ⁷⁄₄ é imprópria e é o mesmo que 1 inteiro e ¾. (Frações maiores que 1, 5º ano; os nomes própria e imprópria costumam aparecer no 5º ou no 6º ano.)
- Frações equivalentes
- Frações escritas de jeitos diferentes que valem a mesma coisa. Encontram-se multiplicando ou dividindo o numerador e o denominador pelo mesmo número. Exemplo: ½ = ²⁄₄ = ⁴⁄₈: multiplique em cima e embaixo por 2, e de novo por 2. Numa pizza de 8 pedaços, comer 4 pedaços é comer metade. (5º ano.) Mais sobre frações.
- Frequência
- Numa pesquisa, quantas vezes cada resposta aparece. Exemplo: numa turma de 25 crianças, 10 escolheram futebol como esporte preferido: a frequência do futebol é 10. Se nenhum outro esporte teve mais votos, o futebol é a resposta de maior frequência. (3º ano.) Mais sobre gráficos e tabelas.
G
- Gráfico de colunas e gráfico de barras
- Gráficos que usam retângulos de tamanhos diferentes para mostrar e comparar quantidades. No Brasil se faz a distinção: no gráfico de colunas os retângulos ficam em pé (na vertical), e no de barras, deitados (na horizontal). Exemplo: se a coluna do “cachorro” chega ao 8 da escala, 8 crianças escolheram o cachorro como animal preferido. (Gráficos de colunas simples, 1º ano; colunas ou barras, 2º ano; colunas agrupadas, 4º ano.) Mais sobre gráficos e tabelas.
- Gráfico de linhas
- Um gráfico em que os pontos são ligados por segmentos de reta, muito usado para mostrar como algo muda com o tempo. Exemplo: a temperatura do pátio medida a cada hora, das 8h às 14h: se a linha sobe, esquentou; se desce, esfriou. (5º ano.) Mais sobre gráficos e tabelas.
- Grama (g)
- Unidade pequena de massa: 1.000 gramas fazem 1 quilograma. Repare que é “o grama”: duzentos gramas, e não duzentas. Exemplo: um clipe tem mais ou menos 1 g, e um pacote de café costuma ter 500 g. (2º ano.) Mais sobre medidas.
- Grandezas e medidas
- Uma das cinco unidades temáticas da BNCC. Grandeza é tudo o que se pode medir e expressar com um número e uma unidade: comprimento, massa, capacidade, tempo, temperatura, área, volume. O dinheiro também entra aqui. Exemplo: a altura de uma porta é uma grandeza, porque se mede em metros; a beleza de um desenho, não. (Todos os anos.) Mais sobre medidas.
H
- Hexágono
- Polígono de 6 lados e 6 vértices. No hexágono regular, os 6 lados são iguais e os 6 ângulos medem 120°. Exemplo: cada alvéolo de um favo de mel é um hexágono. (Nos livros, costuma aparecer entre o 3º e o 5º ano, ao comparar polígonos pelos lados e vértices.)
- Hora (h)
- Unidade de tempo: 1 hora tem 60 minutos, e 1 dia tem 24 horas. No Brasil, por escrito, é comum “15h30”; o relógio digital mostra 15:30. Exemplo: se o recreio começa às 9h30 e dura 20 minutos, termina às 9h50. (Partes do dia, 1º ano; o relógio digital, 2º ano; horas e minutos, 3º ano.) Mais sobre ver as horas.
- Horário de 24 horas
- O jeito de escrever as horas contando de 0h (meia-noite) até 23h59, sem precisar dizer “da manhã” ou “da tarde”. No Brasil ele está em toda parte: no horário da escola, nos convites, na TV. Para falar como no relógio de ponteiros, a partir das 13h tira-se 12. Exemplo: 15h30 são três e meia da tarde (15 − 12 = 3), e 21h são nove da noite. (O relógio digital, 2º ano; ponteiros e digital lado a lado, 3º ano.) Mais sobre ver as horas.
- Horizontal
- Que vai de um lado a outro, reto e nivelado, como a linha do horizonte. Exemplo: o tampo de uma mesa ou a superfície da água parada num copo. (Costuma aparecer junto com as retas paralelas e perpendiculares, no 4º ano.)
I
- Igualdade e sinal de igual (=)
- O sinal = quer dizer “vale o mesmo que”; não quer dizer “agora vem o resultado”. O sinal ≠ quer dizer “é diferente de”. Uma igualdade continua verdadeira quando se faz a mesma coisa dos dois lados. Exemplo: 5 + 3 = 8, 8 = 5 + 3 e 4 + 4 = 5 + 3 são todas verdadeiras, e 5 + 3 ≠ 9. Somando 2 aos dois lados de 4 + 4 = 5 + 3, continua igual: 10 = 10. (O sinal de igual, 1º ano; a ideia de igualdade, 3º ano; somar ou subtrair o mesmo número dos dois lados, 4º ano; com as quatro operações, 5º ano.) Mais sobre álgebra e proporcionalidade.
- Ímpar
- Um número que não dá para dividir em dois grupos iguais: sempre sobra 1. Os ímpares terminam em 1, 3, 5, 7 ou 9. O contrário é par. Exemplo: 27 é ímpar, porque 13 + 13 = 26 e sobra 1. (1º ano, em muitas escolas.)
J
- Juntar, acrescentar, separar, retirar
- Os significados da adição e da subtração que a BNCC pede desde o 1º ano. Juntar é reunir duas quantidades; acrescentar, aumentar uma quantidade que já existe; separar, dividir uma quantidade em duas partes; retirar, tirar uma parte. No 3º ano chegam também comparar (quanto um tem a mais) e completar (quanto falta). Exemplo: “O Miguel tinha 5 figurinhas e ganhou 3” é acrescentar: 5 + 3 = 8. “A Alice tinha 12 e deu 4” é retirar: 12 − 4 = 8. “A Laura tem 9 e o Davi tem 6: quantas a Laura tem a mais?” é comparar: 9 − 6 = 3. (1º ano; comparar e completar, 3º ano.) Mais sobre adição e subtração.
L
- Lado
- Cada um dos segmentos que formam a borda de um polígono. Exemplo: um triângulo tem 3 lados, e um hexágono, 6. (Contar os lados e os vértices das figuras, 3º ano.)
- Letramento matemático
- O objetivo da BNCC para a matemática: não basta fazer contas, é preciso raciocinar, representar, comunicar e argumentar, usando a matemática em situações reais. Por isso a professora pede tanto “explique como você pensou”. Exemplo: para 25 + 28, uma criança explica: “Fiz 25 + 25 = 50 e depois somei mais 3, que dá 53.” Explicar o caminho vale tanto quanto acertar o resultado. (Todo o Ensino Fundamental.) Raciocínio e resolução de problemas.
- Litro (L)
- Unidade de capacidade: 1 litro tem 1.000 mililitros. Nos livros e nas embalagens brasileiras, o mais comum é o L maiúsculo. Exemplo: uma caixa de leite tem 1 L, e uma garrafinha de água de 500 mL tem meio litro. (2º ano.) Mais sobre medidas.
- Losango
- Quadrilátero com os quatro lados iguais. O quadrado é um losango especial, com os quatro ângulos retos. Exemplo: a figura amarela da bandeira do Brasil é um losango. Um losango de 5 cm de lado tem perímetro de 4 × 5 = 20 cm. (Costuma aparecer entre o 3º e o 5º ano.)
M
- Maior que (>) e menor que (<)
- Sinais para comparar dois números. A parte aberta sempre fica virada para o número maior; muitas crianças lembram que “o jacaré abre a boca para o maior”. Exemplo: 9 > 4 (9 é maior que 4) e 4 < 9 (4 é menor que 9). (Comparar números, 1º ano; os sinais costumam aparecer no 2º ano.)
- Malha quadriculada
- Um papel com quadradinhos iguais, para desenhar figuras, contar áreas, ampliar e reduzir desenhos e trabalhar simetria. Exemplo: um retângulo que ocupa 4 quadradinhos de comprimento e 3 de largura tem área de 4 × 3 = 12 quadradinhos. (Figuras iguais em malhas, 3º ano; áreas, 4º ano; ampliar e reduzir, 5º ano.)
- Massa
- O quanto algo pesa, medido em gramas e quilogramas. Em casa dizemos peso, e na escola se usam as duas palavras. Exemplo: um pacote de 5 kg de arroz tem massa de 5.000 g. (Comparar “mais pesado” e “mais leve”, 1º ano; grama e quilograma, 2º ano.) Mais sobre medidas.
- Material dourado
- Peças de madeira ou plástico para ver o valor posicional, presentes em quase todas as escolas: o cubinho vale 1, a barra (10 cubinhos) vale 10, a placa (10 barras) vale 100 e o cubo grande (10 placas) vale 1.000. No “jogo do nunca dez”, sempre que se juntam 10 peças iguais, elas são trocadas por uma peça maior. Exemplo: 243 são 2 placas, 4 barras e 3 cubinhos. (Desde o 1º ano.) Mais sobre números e valor posicional.
- Média
- Um número que representa todos os dados de um grupo: somam-se todos os valores e divide-se pela quantidade de valores. No boletim, “a média” é também a nota mínima para passar, que varia de rede para rede. Exemplo: 4, 6 e 8 somam 18, e 18 ÷ 3 = 6, então a média é 6. (Anos finais.) Mais sobre gráficos e tabelas.
- Metade
- Cada uma das duas partes iguais de alguma coisa: ½, “um meio”. Achar a metade é dividir por 2. O contrário é o dobro. Exemplo: a metade de 10 é 5, e a metade de uma dúzia de ovos são 6 ovos. (Em brincadeiras, pré-escola; com o dobro, o triplo e a terça parte, 2º ano; escrita como ½, 4º ano.) Mais sobre frações.
- Metro (m)
- A principal unidade de comprimento: 1 metro tem 100 centímetros, e 1.000 metros fazem 1 quilômetro. Exemplo: uma porta tem mais ou menos 2 m de altura. (2º ano.)
- Milésimo
- Cada uma das 1.000 partes iguais em que se divide o inteiro. Escreve-se 0,001 e é o terceiro algarismo depois da vírgula. Exemplo: 1 mm é um milésimo do metro, e 0,005 são 5 milésimos. (Muitos livros do 5º ano já trazem os milésimos; a BNCC fala apenas em números decimais.)
- Milhão
- Um 1 seguido de seis zeros, 1.000.000: o mesmo que 1.000 milhares. Exemplo: 2.500.000 se lê “dois milhões e quinhentos mil”. Mil vezes um milhão é 1 bilhão. (A BNCC dos anos iniciais vai até as centenas de milhar, 999.999, mas alguns livros do 5º ano já apresentam a classe dos milhões.)
- Miligrama (mg)
- Unidade bem pequena de massa: 1.000 miligramas fazem 1 grama. Aparece nos rótulos de alimentos e nas caixas de remédio. Exemplo: se um rótulo diz 500 mg de sódio, isso é meio grama. (3º ano, lendo rótulos e embalagens.)
- Mililitro (mL)
- Unidade pequena de capacidade: 1.000 mililitros fazem 1 litro. Exemplo: uma colher de remédio tem 5 mL, e uma lata de refrigerante, 350 mL. (2º ano.)
- Milímetro (mm)
- Unidade pequena de comprimento: 10 milímetros fazem 1 centímetro. Exemplo: os tracinhos pequenos entre os centímetros da régua são milímetros, então 4,5 cm são 45 mm. (2º ano.)
- Minuendo e subtraendo
- Os nomes dos números de uma subtração: o minuendo é o número de onde se parte, e o subtraendo, o que se tira. O resultado é o resto ou a diferença. Na conta armada, o minuendo fica sempre em cima. Exemplo: em 15 − 6 = 9, o minuendo é 15, o subtraendo é 6 e a diferença é 9. (Os nomes costumam aparecer junto com a conta armada, no 2º ou 3º ano.)
- Minuto e segundo
- Unidades de tempo: 1 minuto tem 60 segundos, e 1 hora tem 60 minutos. Exemplo: 150 minutos são 2 horas e 30 minutos, porque 2 × 60 = 120 e sobram 30. (Horas e minutos, minutos e segundos, 3º ano; transformar uma unidade em outra, 5º ano.) Mais sobre ver as horas.
- Modelo de barras
- Um desenho com retângulos (barras) que mostra como os números de um problema se encaixam, para a criança ver qual conta fazer. Vem do chamado método de Singapura e é usado em algumas escolas. Exemplo: “A Helena tinha 15 figurinhas e deu 6.” Desenha-se uma barra de 15 dividida num pedaço de 6 e outro desconhecido: o pedaço que falta é 15 − 6 = 9. (Nas escolas que usam, desde o 1º ou 2º ano.) Mais sobre adição e subtração.
- Moeda
- O dinheiro de metal. As moedas do real são de 5, 10, 25 e 50 centavos e de R$ 1. Exemplo: para pagar R$ 1,50, dá para usar uma moeda de R$ 1 e uma de 50 centavos, ou seis moedas de 25 centavos. (Reconhecer as moedas, 1º ano; trocas e equivalências, 2º ano.) Mais sobre dinheiro.
- Multiplicação
- Um jeito rápido de somar grupos iguais (a “adição de parcelas iguais”) ou de contar objetos arrumados em linhas e colunas (a “disposição retangular”). Usa o sinal ×, que se lê “vezes”. Exemplo: 3 saquinhos com 4 balas cada são 4 + 4 + 4 = 12 balas: 3 × 4 = 12, “três vezes quatro, doze”. E 4 × 3 também dá 12. (Por 2, 3, 4 e 5, 2º ano; também por 10, com disposição retangular, 3º ano; multiplicação em geral, 4º ano.) Mais sobre multiplicação e divisão.
- Múltiplo
- O resultado de multiplicar um número por um número natural: os resultados da tabuada daquele número, e os que vêm depois. Exemplo: alguns múltiplos de 5 são 5, 10, 15, 20 e 25. Como 35 = 5 × 7, 35 é múltiplo de 5 e de 7. (Contar de 5 em 5, 1º ano em muitas escolas; sequências de múltiplos, 4º ano.)
Algumas palavras da matemática querem dizer outra coisa no dia a dia: “diferença”, “produto”, “volume”, “resto”, “face”, “parcela”, “média” e “tabela” têm um sentido matemático que pode confundir. Se seu filho empacar diante de um problema, pergunte o que ele acha que aquela palavra quer dizer no enunciado.
N
- Numerador
- O número de cima de uma fração. Diz quantas das partes iguais foram tomadas. Exemplo: em ¾ o numerador é 3: foram tomadas 3 das 4 partes iguais. (Costuma aparecer no 3º ou 4º ano.) Mais sobre frações.
- Numeral
- O símbolo que representa um número. Na pré-escola se fala em “os numerais” de 0 a 9 e no traçado dos numerais. Exemplo: 7 é o numeral do “sete”; em algarismos romanos, é VII. (Pré-escola.)
- Número decimal
- Um número com vírgula. O que vem antes da vírgula é a parte inteira, e o que vem depois, a parte decimal: décimos, centésimos, milésimos… No Brasil, a vírgula separa os decimais e o ponto separa os milhares: 1.000,5. Exemplo: 3,7 são 3 inteiros e 7 décimos (“três vírgula sete”), e R$ 2,45 são 2 reais e 45 centavos. (Décimos e centésimos ligados ao dinheiro, 4º ano; ler, ordenar e localizar na reta numérica, 5º ano.) Mais sobre números decimais e porcentagem.
- Número desconhecido
- O número que falta numa igualdade e que é preciso descobrir. Nos anos iniciais, ele aparece como um quadradinho, um ponto de interrogação ou um desenho; as letras, como em x + 5 = 12, e a palavra “equação” ficam para os anos finais. Exemplo: em 3 + □ = 10, o número desconhecido é 7; em 4 × □ = 28, também é 7. (Elementos que faltam numa sequência, 1º ano; o número desconhecido numa igualdade, 4º ano; problemas com um termo desconhecido, 5º ano.) Mais sobre álgebra e proporcionalidade.
- Número misto
- Um número inteiro e uma fração juntos. Exemplo: 2 e ½ (“dois inteiros e um meio”) é um número misto. É o mesmo que a fração imprópria ⁵⁄₂, porque 2 inteiros são ⁴⁄₂, e ⁴⁄₂ + ½ = ⁵⁄₂. (Costuma aparecer no 5º ou no 6º ano.)
- Número natural
- Os números que usamos para contar: 0, 1, 2, 3, 4… No Brasil, os livros incluem o zero. Não têm parte decimal nem são negativos. Exemplo: 8 e 250 são números naturais; 8,5 e −3 não são. (Todo o Ensino Fundamental.)
- Número primo e número composto
- Um número primo tem exatamente dois divisores: o 1 e ele mesmo. Um número composto tem mais de dois. Exemplo: os números primos até 20 são 2, 3, 5, 7, 11, 13, 17 e 19; o 6 é composto, porque seus divisores são 1, 2, 3 e 6. O 1 não é primo nem composto, e o 2 é o único primo par. (6º ano na BNCC; alguns livros já trazem no 5º ano.) Mais sobre multiplicação e divisão.
- Números negativos
- Números menores que zero, escritos com o sinal de menos na frente. Exemplo: −3 °C são 3 graus abaixo de zero, como numa madrugada de inverno na serra gaúcha ou catarinense. Se a temperatura sobe de −2 °C para 5 °C, subiu 7 graus. (Anos finais; nos anos iniciais, aparecem no máximo nos termômetros.)
O
- OBMEP Mirim
- A olimpíada de matemática para os anos iniciais, organizada pela OBMEP e pelo IMPA. É opcional: a escola se inscreve, aplica e corrige a primeira fase, e escolhe quem vai para a segunda. Tem dois níveis: Mirim 1 (2º e 3º ano) e Mirim 2 (4º e 5º ano). As questões puxam mais pelo raciocínio do que pela conta. Exemplo: uma questão típica pede para descobrir o padrão de uma sequência de figuras ou contar de quantas maneiras diferentes dá para fazer alguma coisa. (Do 2º ao 5º ano; as datas mudam a cada ano e são publicadas no site oficial.) Site oficial da OBMEP Mirim.
- Octógono
- Polígono de 8 lados. Exemplo: a placa de trânsito “PARE” é um octógono. (Costuma aparecer entre o 3º e o 5º ano.)
- Operação inversa
- A operação que desfaz outra. A adição e a subtração são inversas, e a multiplicação e a divisão também. As crianças usam isso para conferir resultados (veja prova real). Exemplo: 6 × 4 = 24, então 24 ÷ 4 = 6; e 15 − 6 = 9, então 9 + 6 = 15. (A relação entre as operações, com destaque no 4º ano.)
- Ordens e classes
- Cada posição de um algarismo num número é uma ordem: a 1ª ordem são as unidades, a 2ª as dezenas, a 3ª as centenas, a 4ª as unidades de milhar, e assim por diante. Cada grupo de três ordens forma uma classe: a classe das unidades simples (U, D, C), a classe dos milhares (UM, DM, CM), depois a dos milhões. O ponto separa as classes. Exemplo: em 425.307, a classe dos milhares é 425 e a das unidades simples é 307. O 4 está na 6ª ordem, a das centenas de milhar. Lê-se “quatrocentos e vinte e cinco mil trezentos e sete”. (Números de até duas ordens, 1º ano; as duas primeiras classes completas, 5º ano.) Mais sobre números e valor posicional.
- Ordinal
- Os números que dizem a posição de algo numa fila ou numa lista: primeiro, segundo, terceiro… Escrevem-se com o número e um º ou ª pequeno, sem ponto: 1º, 2ª. Exemplo: se o Arthur é o terceiro da fila, ele é o 3º; e “5º ano” se lê “quinto ano”. (Números que indicam ordem, 1º ano.)
P
- Par
- Um número que dá para dividir em dois grupos iguais sem sobrar nada. Os pares terminam em 0, 2, 4, 6 ou 8. O contrário é ímpar. Exemplo: 34 é par, porque 34 = 17 + 17. (1º ano, em muitas escolas.)
- Paralelas e perpendiculares
- Duas retas são paralelas quando ficam sempre à mesma distância e nunca se encontram, por mais que se prolonguem. São perpendiculares quando se cruzam formando quatro ângulos retos. Exemplo: os dois trilhos do trem são paralelos, e os dois traços do sinal + são perpendiculares. (4º ano.) Mais sobre geometria e figuras.
- Paralelogramo
- Quadrilátero com os lados opostos paralelos e do mesmo tamanho. O quadrado, o retângulo e o losango são paralelogramos especiais. Exemplo: um retângulo “empurrado” para o lado continua sendo um paralelogramo. (3º ano.)
- Parcela
- Cada um dos números que se somam. Exemplo: em 6 + 2 = 8, as parcelas são 6 e 2, e 8 é a soma. Na multiplicação, a BNCC fala em “adição de parcelas iguais”: 5 + 5 + 5 = 3 × 5. E no dia a dia, comprar “em 3 parcelas de R$ 40” quer dizer pagar R$ 120 ao todo. (1º e 2º ano.) Mais sobre adição e subtração.
- Pares que formam 10
- As duplas de números que somam 10: 1 e 9, 2 e 8, 3 e 7, 4 e 6, 5 e 5 (e 10 e 0). Alguns livros dizem amigos do 10 ou complemento de 10. São dos fatos básicos mais úteis para o cálculo mental, e deles saem os pares que formam 20 e 100. Exemplo: 7 e 3 formam 10; 17 e 3 formam 20; 65 e 35 formam 100. (1º ano.) Os pares que formam 10 e 20.
- Parte-todo
- Um esquema, em geral com círculos, que mostra um número dividido em duas partes. Exemplo: um círculo com o 10 ligado a outros dois com o 6 e o 4 mostra que 6 + 4 = 10, 10 − 6 = 4 e 10 − 4 = 6. (Nas escolas que usam o esquema, pré-escola e 1º ano.) Mais sobre adição e subtração.
- Pentágono
- Polígono de 5 lados. Exemplo: o desenho de uma casinha, um quadrado com um telhado triangular em cima, é um pentágono. (Costuma aparecer entre o 3º e o 5º ano.)
- Perímetro
- O comprimento total da borda de uma figura plana: o quanto se anda para dar a volta inteira. Encontra-se somando todos os lados. Exemplo: um retângulo de 5 cm de comprimento e 3 cm de largura tem perímetro de 5 + 3 + 5 + 3 = 16 cm. (4º ano; mesmo perímetro com áreas diferentes, 5º ano.) Mais sobre medidas.
- Peso
- A palavra do dia a dia para o quanto algo pesa. Na escola as crianças aprendem também a palavra massa. Exemplo: “as maçãs pesam 500 g” quer dizer que a massa delas é de 500 g. (1º ano.)
- Pesquisa
- Fazer uma pergunta a um grupo, anotar as respostas e organizá-las numa tabela ou num gráfico. Exemplo: “Qual é a sua fruta preferida?” numa turma de 28 crianças: banana 10, manga 8, maçã 6 e uva 4. Somando, 10 + 8 + 6 + 4 = 28, então ninguém ficou de fora. (Pesquisas com até 30 respostas, 1º ano; até 50, 3º ano.) Mais sobre gráficos e tabelas.
- Pictograma (gráfico pictórico)
- Um gráfico que usa desenhos ou símbolos para mostrar quantidades. Uma legenda diz quanto vale cada desenho. Exemplo: se cada desenho vale 2 crianças, 4 desenhos são 8 crianças e meio desenho é 1 criança. (4º ano.) Mais sobre gráficos e tabelas.
- Pirâmide
- Sólido com uma base que é um polígono e faces triangulares que se encontram num ponto, o vértice. Exemplo: uma pirâmide de base quadrada tem 5 faces, 8 arestas e 5 vértices. (Reconhecer, 2º ano; planificações, 4º ano.)
- Planificação
- A figura plana que, dobrada, forma um sólido: é o sólido “aberto” sobre a mesa. Exemplo: 6 quadrados unidos em forma de cruz, dobrados, formam um cubo. Abrir uma caixa de creme dental mostra a planificação de um bloco retangular. (3º ano; prismas e pirâmides, 4º ano.) Mais sobre geometria e figuras.
- Plano cartesiano
- Duas retas numeradas que se cruzam formando um ângulo reto, o eixo horizontal e o vertical, para localizar pontos com coordenadas. No 5º ano, a BNCC trabalha só o 1º quadrante, onde os dois números são positivos. Exemplo: o ponto (4, 2) fica 4 unidades para a direita no eixo horizontal e 2 para cima no vertical. (5º ano.) Mais sobre geometria e figuras.
- Polígono
- Figura plana e fechada formada só por lados retos. Recebe o nome pelo número de lados: triângulo (3), quadrilátero (4), pentágono (5), hexágono (6), octógono (8)… Um polígono é regular quando tem todos os lados e todos os ângulos iguais. Exemplo: o quadrado é um polígono regular; um retângulo de 6 cm por 2 cm não é regular; e o círculo não é polígono, porque não tem lados retos. (Comparar polígonos pelos lados, vértices e ângulos, 5º ano.)
- Porcentagem (%)
- Uma quantidade em cada 100: “por cento” quer dizer “de cada cem”. Escreve-se 25%, sem espaço. Exemplo: 25% são 25 de cada 100, o mesmo que ¼; então 25% de R$ 80 são R$ 20. E 50% de 40 é 20, a metade. (5º ano, com 10%, 25%, 50%, 75% e 100%.) Mais sobre números decimais e porcentagem.
- Prisma
- Sólido com duas bases iguais e paralelas, ligadas por faces que são retângulos (ou paralelogramos). Recebe o nome pela forma da base. Exemplo: uma caixa de sapato é um prisma de base retangular. Um prisma de base triangular, com formato de barraca, tem 5 faces (2 triângulos e 3 retângulos), 9 arestas e 6 vértices. (4º ano.)
- Probabilidade
- A chance de algo acontecer, de impossível a certo. Primeiro se fala com palavras: algo vai acontecer com certeza, talvez aconteça ou é impossível; depois, muito provável e pouco provável. No 5º ano, a chance passa a ser calculada. Exemplo: ao jogar um dado comum, tirar um número menor que 7 é certo, tirar um 6 talvez aconteça e tirar um 8 é impossível. A chance de tirar um número par é 3 em 6, ou seja, ³⁄₆ = ½. (Com palavras, 1º e 2º ano; calculada, 5º ano.) Mais sobre gráficos e tabelas.
- Produto
- O resultado de uma multiplicação. Exemplo: o produto de 6 e 7 é 42. (Os nomes costumam aparecer no 3º ou 4º ano.)
- Proporcionalidade
- Duas quantidades são diretamente proporcionais quando, se uma é multiplicada por um número, a outra também é multiplicada pelo mesmo número. Exemplo: se 2 pães de queijo custam R$ 3, 4 custam R$ 6 e 6 custam R$ 9. Dobrar a receita de brigadeiro é dobrar tudo: 2 latas de leite condensado em vez de 1. Já a idade e a altura não são proporcionais: com o dobro da idade ninguém tem o dobro da altura. (5º ano; a “regra de três” como método fica para os anos finais.) Mais sobre álgebra e proporcionalidade.
- Propriedade comutativa
- Na adição e na multiplicação, a ordem dos números não muda o resultado; na subtração e na divisão, muda. É o famoso “a ordem dos fatores não altera o produto”. Exemplo: 3 + 5 = 5 + 3 e 4 × 6 = 6 × 4, mas 8 − 3 não é o mesmo que 3 − 8. Isso poupa muito trabalho na tabuada: quem sabe 3 × 8 já sabe 8 × 3. (Propriedades das operações, 4º ano.)
- Prova real
- Conferir uma conta com a operação inversa. Na subtração, a diferença mais o subtraendo tem de dar o minuendo. Na divisão, o divisor vezes o quociente, mais o resto, tem de dar o dividendo. Exemplo: 532 − 178 = 354, e a prova real é 354 + 178 = 532. Para 857 ÷ 4 = 214 com resto 1, a prova real é 4 × 214 + 1 = 857. (Na subtração, junto com a conta armada; na divisão, 3º ou 4º ano.)
Q
- Quadrado
- Quadrilátero com os quatro lados iguais e os quatro ângulos retos. Por isso é, ao mesmo tempo, um retângulo especial e um losango especial. Exemplo: cada quadradinho do caderno quadriculado. (Nas brincadeiras, pré-escola; com o nome, 1º ano.)
- Quadrilátero
- Qualquer polígono de quatro lados: quadrado, retângulo, losango, paralelogramo, trapézio… Exemplo: uma folha de caderno, um azulejo e uma pipa são quadriláteros. (Classificar quadriláteros pelos lados e vértices, 3º ano.)
- Quadro de ordens (QVL)
- Um quadro com uma coluna para cada ordem, com as letras C, D e U no alto (e UM, DM, CM para números maiores). Também se chama quadro valor de lugar, o QVL. Cada algarismo vai na sua coluna. Exemplo: 482 fica com o 4 na coluna C, o 8 na D e o 2 na U: 4 centenas, 8 dezenas e 2 unidades. (Desde o 1º ano.) Mais sobre números e valor posicional.
- Quadro numérico
- Um quadro com os números de 1 a 100 em 10 linhas de 10. Ajuda a ver padrões: na mesma linha, cada casa à direita soma 1; descendo uma linha, soma-se 10. Exemplo: a partir do 34, desça uma linha e chegue ao 44; desça outra e chegue ao 54. (1º e 2º ano.)
- Quarto
- Cada uma das quatro partes iguais de um inteiro: ¼, “um quarto”, também chamado de quarta parte. Exemplo: um quarto de 12 é 3, e 25% é o mesmo que um quarto. “Um quarto de hora” são 15 minutos, mas no dia a dia se diz “e quinze”. (A quarta parte, 3º ano; escrito como ¼, 4º ano.) Mais sobre frações.
- Quilograma (kg)
- Unidade de massa igual a 1.000 gramas. No dia a dia dizemos “quilo”. Exemplo: um pacote de feijão costuma ter 1 kg, e meio quilo são 500 g. (2º ano.) Mais sobre medidas.
- Quilômetro (km)
- Unidade de comprimento igual a 1.000 metros, para as distâncias grandes. Exemplo: uma pessoa adulta leva uns 15 minutos para caminhar 1 km. (Costuma aparecer entre o 3º e o 5º ano.)
- Quociente
- O resultado de uma divisão. Exemplo: em 20 ÷ 4 = 5, o quociente é 5. (Com a divisão na chave, 3º ou 4º ano.)
R
- Reagrupamento
- A palavra dos livros para as trocas da conta armada: 10 unidades viram 1 dezena na adição (o vai um), e 1 dezena vira 10 unidades na subtração (o empresta um). Também se diz “com troca”. Exemplo: em 38 + 25, 8 + 5 = 13 unidades, que são 1 dezena e 3 unidades: escreve-se 3 e a dezena vai para a coluna das dezenas. 3 + 2 + 1 = 6 dezenas, e o resultado é 63. (Costuma começar no 2º ou 3º ano.)
- Real (R$)
- A moeda do Brasil desde 1994: R$ 1 tem 100 centavos. O símbolo vem antes do valor, com um espaço, e os centavos ficam depois da vírgula. Exemplo: R$ 3,45 se lê “três reais e quarenta e cinco centavos” ou, na padaria, “três e quarenta e cinco”. (Moedas e cédulas, 1º ano; com décimos e centésimos, 4º ano.) Mais sobre dinheiro.
- Relógio de ponteiros e relógio digital
- O relógio de ponteiros (analógico) tem um mostrador com números: o ponteiro pequeno marca as horas e o grande, os minutos. O digital mostra as horas com algarismos. Exemplo: com o ponteiro pequeno no 3 e o grande no 12, são três horas; num relógio digital, 08:45 são quinze para as nove da manhã. (O relógio digital, 2º ano; ponteiros e digital, 3º ano.) Mais sobre ver as horas.
- Resto
- O que sobra numa divisão não exata. Tem de ser sempre menor que o divisor. (Os livros também chamam de resto o resultado de uma subtração.) Exemplo: 17 ÷ 5 dá 3 e sobram 2, porque 3 × 5 = 15: o quociente é 3 e o resto é 2. (Divisão com resto, 3º ano.)
- Reta numérica
- Uma linha com os números marcados em ordem e à mesma distância, para contar para frente e para trás, somar, subtrair e comparar. Exemplo: para 8 + 5, pule 2 até o 10 e depois mais 3: chega ao 13. (1º ano; somar e subtrair como saltos para a direita e para a esquerda, 3º ano; frações, 4º ano; números decimais, 5º ano.) Mais sobre números e valor posicional.
- Retângulo
- Quadrilátero com os quatro ângulos retos e os lados opostos iguais. O quadrado é um retângulo especial, com os quatro lados iguais. Exemplo: uma porta ou uma folha de papel. (1º ano.)
S
- Saeb
- O Sistema de Avaliação da Educação Básica, aplicado pelo Inep a cada dois anos. Na edição de 2025, nos anos iniciais, avaliou Língua Portuguesa e Matemática no 2º ano, numa amostra de escolas, e no 5º ano, em todas as escolas públicas e numa amostra das particulares. A prova não dá nota para a criança nem decide se ela passa de ano: serve para avaliar as escolas e as redes, e os resultados do 5º ano entram no Ideb, o índice de qualidade de cada escola pública e de cada rede. Muita gente ainda chama de “Prova Brasil”. Exemplo: uma questão de matemática pode mostrar um gráfico de colunas e perguntar em que mês choveu mais. (2º e 5º ano.) As provas de matemática, explicadas.
- Sequência
- Uma lista de números, figuras ou cores que segue uma regra. Os livros também falam em regularidade e padrão. Exemplo: vermelho, azul, vermelho, azul… na pré-escola; e 3, 7, 11, 15…, que aumenta de 4 em 4, então o próximo é 19. (Com objetos, pré-escola; padrões e elementos que faltam, 1º ano; descobrir a regra, 2º e 3º ano.) Mais sobre álgebra e proporcionalidade.
- Simetria
- Uma figura é simétrica quando uma linha, o eixo de simetria, a divide em duas metades que se encaixam ao dobrar, como num espelho. Exemplo: um quadrado tem 4 eixos de simetria, e a letra A tem 1. As asas de uma borboleta são simétricas. (4º ano.) Mais sobre geometria e figuras.
- Sistema de numeração decimal
- O nosso jeito de escrever números: usa só dez algarismos, conta de 10 em 10 e o valor de cada algarismo depende da posição (o valor posicional). Os livros abreviam para SND. Exemplo: 10 unidades formam 1 dezena, 10 dezenas formam 1 centena e 10 centenas formam 1 unidade de milhar. (Todos os anos.) Mais sobre números e valor posicional.
- Situação-problema
- Na aula de matemática, uma situação contada com palavras em que é preciso pensar que conta fazer. A BNCC pede que as crianças resolvam e também elaborem problemas, ou seja, inventem os seus. Muitas professoras pedem a resposta com uma frase completa. Exemplo: “No ônibus há 23 pessoas e sobem mais 9. Quantas pessoas há agora no ônibus?” Conta: 23 + 9 = 32. Resposta: há 32 pessoas no ônibus. (Todos os anos.) Raciocínio e resolução de problemas.
- Sólidos geométricos
- Figuras que ocupam espaço, como os objetos que pegamos com a mão; a BNCC também diz “figuras geométricas espaciais”. Os que têm todas as faces planas são poliedros, como o cubo, os prismas e as pirâmides; os que têm superfícies curvas são corpos redondos, como o cilindro, o cone e a esfera. Exemplo: uma caixa de sapato, uma bola e uma casquinha de sorvete. (Em objetos do dia a dia, 1º ano; cubo, bloco retangular, pirâmide, cone, cilindro e esfera, 2º ano.) Mais sobre geometria e figuras.
- Soma
- O resultado de uma adição, também chamado de total. As crianças costumam chamar qualquer adição de “uma soma”. Exemplo: a soma de 6 e 9 é 15. (1º ano.)
- Subtração
- Tirar uma quantidade de outra, separar uma parte, ou descobrir quanto um tem a mais ou quanto falta. Usa o sinal −, que se lê “menos”. Seus termos são o minuendo, o subtraendo e a diferença (ou resto). Exemplo: 10 − 4 = 6. (Tirar com objetos, pré-escola; o sinal −, 1º ano.) Mais sobre adição e subtração.
Um bom jeito de saber se uma palavra ficou mesmo é pedir que seu filho explique com um exemplo dele: “Me mostra qual é o perímetro desta mesa.” Se ele consegue explicar, entendeu. Se ainda não consegue, procurem a palavra juntos neste glossário.
T
- Tabela de dupla entrada
- Uma tabela em que as linhas e as colunas mostram duas informações diferentes, e cada casa mostra onde elas se cruzam. Exemplo: numa tabela com as linhas “meninas” e “meninos” e as colunas “futebol”, “vôlei” e “natação”, a casa onde “meninas” cruza com “vôlei” diz quantas meninas escolheram vôlei. (2º ano.) Mais sobre gráficos e tabelas.
- Tabuada
- Os resultados das multiplicações dos números de 1 a 10, de 1 × 1 a 10 × 10. Aprende-se número por número (“a tabuada do 7”) e se diz em voz alta: “sete vezes oito, cinquenta e seis”. A BNCC chama de fatos básicos da multiplicação. Exemplo: 7 × 8 = 56 está na tabuada do 7 e na do 8. (Por 2, 3, 4 e 5, 2º ano; também por 10, 3º ano; a tabuada inteira costuma ser completada entre o 3º e o 4º ano. Não existe prova nacional de tabuada.) Como aprender a tabuada.
- Temperatura
- O quanto algo está quente ou frio, medido com um termômetro em graus Celsius (°C). Exemplo: a água congela a 0 °C e ferve a 100 °C. Numa mesma tarde de julho, Porto Alegre pode marcar 12 °C e Manaus, 32 °C: uma diferença de 20 graus. (4º ano, comparando as regiões do Brasil.) Mais sobre medidas.
- Terça parte
- Cada uma das três partes iguais de um inteiro: ⅓, “um terço”. Achar a terça parte é dividir por 3. O contrário é o triplo. Exemplo: a terça parte de 12 é 4, e o triplo de 4 é 12. (2º ano.) Mais sobre frações.
- Transferidor
- Instrumento, em geral um semicírculo transparente, para medir e desenhar ângulos em graus. Exemplo: põe-se o centro do transferidor no vértice do ângulo e a linha do 0° sobre um dos lados, e lê-se onde o outro lado corta a escala, contando a partir do 0. (Anos finais.)
- Trapézio
- Quadrilátero com um só par de lados paralelos. Exemplo: um balde visto de lado, mais largo em cima do que embaixo, tem forma de trapézio. (3º ano.)
- Triângulo
- Polígono de 3 lados, 3 vértices e 3 ângulos. Seus três ângulos sempre somam 180°. Exemplo: num triângulo equilátero, 60° + 60° + 60° = 180°. (Reconhecer, pré-escola e 1º ano; a soma dos ângulos, anos finais.) Mais sobre geometria e figuras.
- Triângulo equilátero, isósceles e escaleno
- Os nomes dos triângulos pelos lados: o equilátero tem os três lados iguais (e seus três ângulos medem 60°), o isósceles tem dois lados iguais e o escaleno tem os três lados diferentes. Exemplo: um triângulo de lados 5 cm, 5 cm e 5 cm é equilátero; um de 6 cm, 6 cm e 4 cm é isósceles; e um de 3 cm, 4 cm e 5 cm é escaleno (e ainda tem um ângulo reto). (Costuma aparecer no fim dos anos iniciais ou no 6º ano.)
- Triplo
- Três vezes uma quantidade, o mesmo que multiplicar por 3. Exemplo: o triplo de 5 é 15. (2º ano.)
- Troco
- O dinheiro que se recebe de volta quando se paga com mais do que custa. Muitos caixas contam o troco “para frente”, a partir do preço. Exemplo: um caderno custa R$ 15,50 e você paga com uma cédula de R$ 20: recebe R$ 4,50 de troco, porque 20 − 15,50 = 4,50. Contando para frente: de R$ 15,50 para R$ 16 são 50 centavos, e de R$ 16 para R$ 20 são R$ 4. (Trocas em compra e venda, 3º ano; troco e desconto, 4º ano.) Mais sobre dinheiro.
U
- Unidade (U)
- Tem vários sentidos. No valor posicional, as unidades são a 1ª ordem, a da direita: 46 são 4 dezenas e 6 unidades. Nas frações, “a unidade” ou “o inteiro” é o todo que se divide. E nas medidas, a unidade é o que se usa para medir: o metro, o quilo, o litro… Exemplo: em “a mesa mede 120 cm”, a unidade é o centímetro. (1º ano; a ideia de que a medida depende da unidade escolhida, 3º ano.) Mais sobre números e valor posicional.
- Unidade de milhar (UM)
- Um grupo de 1.000 unidades, que é o mesmo que 10 centenas. Depois vêm a dezena de milhar (DM, 10.000) e a centena de milhar (CM, 100.000). Exemplo: em 3.475 há 3 unidades de milhar, 4 centenas, 7 dezenas e 5 unidades. (A unidade de milhar, 3º ano; a dezena de milhar, 4º ano; a centena de milhar, 5º ano.)
V
- Vai um
- O que se diz na conta armada de adição quando uma coluna passa de 9: as 10 unidades viram 1 dezena, que “vai” para a coluna seguinte, escrita pequenininha em cima. Esse 1 também se chama reserva, e os livros falam em adição com reagrupamento ou com troca. Exemplo: 347 + 285: “7 mais 5 é 12: fica 2 e vai um. 4 mais 8 é 12, mais 1 é 13: fica 3 e vai um. 3 mais 2 é 5, mais 1 é 6.” Resultado: 632. (Costuma começar no 2º ou 3º ano.) Mais sobre adição e subtração.
- Valor posicional
- O valor que um algarismo tem por causa do lugar que ocupa no número. Exemplo: em 352 o 5 vale 50 (5 dezenas), mas em 523 vale 500 (5 centenas). (Dezenas e unidades, 1º ano; com centenas e o papel do zero, 2º ano.) Mais sobre números e valor posicional.
- Vertical
- Que vai reto de cima para baixo, como um fio de prumo. Por isso a conta armada também é chamada de conta “na vertical”. Exemplo: o mastro de uma bandeira ou a lateral de uma porta. (Costuma aparecer junto com as retas paralelas e perpendiculares, no 4º ano.)
- Vértice
- O ponto onde dois lados de um polígono se encontram, ou onde várias arestas de um sólido se encontram. É também o ponto onde se juntam os dois lados de um ângulo. Exemplo: um triângulo tem 3 vértices, e um cubo, 8. (Contar os vértices das figuras planas, 3º ano; dos sólidos, entre o 3º e o 5º ano.)
- Volume
- O espaço que um objeto ocupa. Nos anos iniciais, mede-se contando quantos cubinhos iguais cabem nele. Exemplo: um bloco montado com cubinhos, 3 de comprimento, 2 de largura e 4 de altura, tem 3 × 2 × 4 = 24 cubinhos. Se cada cubinho tem 1 cm de lado, o volume é de 24 centímetros cúbicos (24 cm³). (Volume por empilhamento de cubos, 5º ano.) Mais sobre medidas.
Z
- Zero
- O número 0, que quer dizer “nenhum”. No valor posicional, ele guarda o lugar de uma ordem vazia e mantém os outros algarismos na posição certa. Exemplo: em 205, o 0 diz que não há dezenas; sem ele, o número seria 25. (Pré-escola e 1º ano; o papel do zero no valor posicional, 2º ano.)
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